
Desejo não é pecado
Os poderes instituídos religioso e profano, maléficos em suas intenções, procuraram ao logo dos tempos suprimir e abafar o desejo no ser humano. Muitas e absurdas regras foram criadas para acorrentar as consciências ao medo, à culpa e à inferioridade.
Tudo passou a ser passível de castigo físico e espiritual. O próprio Deus ganhou feições de juiz, cobrador e carrasco, que condena e castiga todo aquele que ousar levantar a cabeça e perguntar o porquê, todo aquele que elevar o coração e desejar mais e melhor, aspirar a liberdade.
O sofrimento passou a ser valorizado. A porta da “salvação” passou a ser a subserviência e a escravidão à vontade daqueles que se diziam, e ainda dizem, donos da verdade e representantes de Deus.
A perseguição matou e mata aos milhões, e não apenas corpos físicos, mas principalmente mentes e corações destroçados e esmagados por toneladas de culpas e medos.
Ora, em nome da liberdade verdadeira, aquela apregoada pelo Mestre dos mestres, o ser necessita se libertar desses pesos que o amarram aos conceitos apodrecidos mas ainda úteis aos manipuladores de todos as origens.
O desejo é a faísca que soprada pelo vento da esperança e da fé permite que o fogo alto da renovação possa destruir todas esses obstáculos e abrir caminho para novas construções mentais, novas alianças emocionais, novas vidas alicerçadas na liberdade garantida pala instituição sagrada do livre arbítrio.
O desejo é esse combustível que bem direcionado pela razão sólida apoiada na lei e na justiça, eleva o ser à categoria de buscador, de lutador e caçador do autoconhecimento, da evolução mental e da felicidade.
Se o desejo aflorar, qualquer que seja ele, procure compreendê-lo ao invés de reprimi-lo. Veja de que ponto do seu mental ou emocional ele eclode, pois ele representa a necessidade de mudar, de refazer, de procurar novo rumo de avaliação ou concretização.
O desejo é força viva da Natureza, é mistério divino da alma, é o fogo ardente da criação.
Pombagira cigana das 7 saias